Não, eu não vi o final da novela das oito (ou nove?). Mas
hoje começou uma novela nova e eu decidi olhar. Muitos vão dizer que não vai
durar muito essa minha dedicação noveleira e outros sequer acreditam que não vi
a novela da “Carminha” por mais que uns 8 capítulos, mas a maioria vai
perguntar o que isso tem a ver com esse blog.
Bom, é verdade que meu interesse novelístico é praticamente
nulo e não é por princípios, é porque nada me prende muito tempo frente a TV.
Se o filme é chato, eu durmo. Se o seriado passa na hora que recebo visitas, já
não vejo. Se o jornal não interessa, ligo o som. E isso serve para livros. É Best
seller, começo a ler, não me interesso, deu! E não sei se dou uma segunda
oportunidade. Esses dias, tentei ler um famosíssimo, numa época que viria a
calhar, mas não consegui.
Tenho uma amiga que diz que minha palavra é HD, porque eu
não ocupo espaço no meu HD com o que não me interessa. Mas tenho curiosidade,
muita curiosidade. De cultura, de leitura, de visual, de gostos, ouvidos e de
vida. Eu provo. Gosto de experimentar e poder dizer, “não devorei porque não
quis”. As novidades são fascinantes e a
mente pede.
Mas isso não significa que não repita nada, ou não seja fiel
a nada. Muito pelo contrário, como boa escorpiana, poucas coisas me fisgam e,
quando fisgam, eu vou com anzol e tudo. O caso é que dar oportunidade para as
novidades é o verdadeiro permitir-se. Só assim colocamos outras coisas em prova
e realmente comprovamos o que preferimos.
Abra espaço para as degustações na sua vida. Experimente
coisas diferentes, principalmente na forma de se relacionar. Se tentar sempre
assim nunca dá certo, então quem sabe daquele jeito que a novidade propõe? Andar de lado é o jeito de o caranguejo andar pra frente. É diferente, mas
funciona.
Ser curioso tem vários benefícios, até porque, ninguém tem
uma ideia genial sem consumir cultura e informação, nem encontra um baú de ouro, se não seguir o mapa misterioso. Não descobre que salmão cru é melhor que
cozido, que damasco combina com brie, que entradas podem ser melhores que
pratos principais e que beijo bom vale mais que mil transas comuns.
É assim, você prova, descobre do que gosta, enlouquece de
felicidade e pode consumir à vontade. Se o consumir for outra pessoa, vamos
rezar que ela também tenha a mente aberta para curiosidades como a sua, porque
se você tem, provavelmente é super divertido e interessante. Ó, ser legal não é
pra qualquer um, é para quem decidiu viver em detrimento da sobrevivência dos
que não experimentam todas as possibilidades. Enjoy!
Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!