Estou ouvindo a roleta girar e a bolinha correr
Os dados saltando na mesa
Todas as minhas fichas se esparramando
Sentindo as cartas revelarem-se por entre os dedos
O calor do canhão de luz apontado para o palco
O vento no meu corpo em queda livre.
Porque muito em mim tem medo do fim,
Numa mistura desconexa de adrenalina e inanição.
Que tudo não seja em vão.
Já que o amor sem o outro
É risco,
Arisco, indeciso e descrente.
É um inconsequente medroso.
Como se a cena parasse e só o coração continuasse
Esperando o número ser sorteado
A aposta ser ganha
As cartas serem azes
A estreia quebrar a perna
E o chão ser macio.
Porque, agora, não tem mais como voltar atrás,
Nem acelerar o resultado,
Não há controle, nem garantias.
É fechar os olhos e deixar acontecer.
Os dados saltando na mesa
Todas as minhas fichas se esparramando
Sentindo as cartas revelarem-se por entre os dedos
O calor do canhão de luz apontado para o palco
O vento no meu corpo em queda livre.
Porque muito em mim tem medo do fim,
Numa mistura desconexa de adrenalina e inanição.
Que tudo não seja em vão.
Já que o amor sem o outro
É risco,
Arisco, indeciso e descrente.
É um inconsequente medroso.
Como se a cena parasse e só o coração continuasse
Esperando o número ser sorteado
A aposta ser ganha
As cartas serem azes
A estreia quebrar a perna
E o chão ser macio.
Porque, agora, não tem mais como voltar atrás,
Nem acelerar o resultado,
Não há controle, nem garantias.
É fechar os olhos e deixar acontecer.
Guilene Leonardi