segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A novidade


Não, eu não vi o final da novela das oito (ou nove?). Mas hoje começou uma novela nova e eu decidi olhar. Muitos vão dizer que não vai durar muito essa minha dedicação noveleira e outros sequer acreditam que não vi a novela da “Carminha” por mais que uns 8 capítulos, mas a maioria vai perguntar o que isso tem a ver com esse blog.

Bom, é verdade que meu interesse novelístico é praticamente nulo e não é por princípios, é porque nada me prende muito tempo frente a TV. Se o filme é chato, eu durmo. Se o seriado passa na hora que recebo visitas, já não vejo. Se o jornal não interessa, ligo o som. E isso serve para livros. É Best seller, começo a ler, não me interesso, deu! E não sei se dou uma segunda oportunidade. Esses dias, tentei ler um famosíssimo, numa época que viria a calhar, mas não consegui.

Tenho uma amiga que diz que minha palavra é HD, porque eu não ocupo espaço no meu HD com o que não me interessa. Mas tenho curiosidade, muita curiosidade. De cultura, de leitura, de visual, de gostos, ouvidos e de vida. Eu provo. Gosto de experimentar e poder dizer, “não devorei porque não quis”.  As novidades são fascinantes e a mente pede.

Mas isso não significa que não repita nada, ou não seja fiel a nada. Muito pelo contrário, como boa escorpiana, poucas coisas me fisgam e, quando fisgam, eu vou com anzol e tudo. O caso é que dar oportunidade para as novidades é o verdadeiro permitir-se. Só assim colocamos outras coisas em prova e realmente comprovamos o que preferimos.

Abra espaço para as degustações na sua vida. Experimente coisas diferentes, principalmente na forma de se relacionar. Se tentar sempre assim nunca dá certo, então quem sabe daquele jeito que a novidade propõe? Andar de lado é o jeito de o caranguejo andar pra frente. É diferente, mas funciona.

Ser curioso tem vários benefícios, até porque, ninguém tem uma ideia genial sem consumir cultura e informação, nem encontra um baú de ouro, se não seguir o mapa misterioso. Não descobre que salmão cru é melhor que cozido, que damasco combina com brie, que entradas podem ser melhores que pratos principais e que beijo bom vale mais que mil transas comuns.

É assim, você prova, descobre do que gosta, enlouquece de felicidade e pode consumir à vontade. Se o consumir for outra pessoa, vamos rezar que ela também tenha a mente aberta para curiosidades como a sua, porque se você tem, provavelmente é super divertido e interessante. Ó, ser legal não é pra qualquer um, é para quem decidiu viver em detrimento da sobrevivência dos que não experimentam todas as possibilidades. Enjoy!

Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!