sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Em busca do equilíbrio

Ao que se sabe, a vida é composta por 4 esferas principais: trabalho, pessoas (família+amigos) , espiritualidade e o relacionamento afetivo. Tudo isso apoiado numa espécie de pilar que é a individualidade. Fosse isso natural, que da teoria fosse direto à prática, essas coisas deveriam estar equilibradas, imaginando uma balança com 4 pratos e uma base bem sólida. Porém, na correria do dia-a-dia, não nos apercebemos que nossas inquietações estão ligadas ao prato que subiu, talvez porque nunca tenhamos dado importância a ele. Parece quase impossível, mas para a felicidade se manter plena é preciso que as quatro esferas estejam em equilíbrio.

Vou me ater a mais difícil delas. Como equilibrar a vida permeando as novas teorias do amor? Qual a possibilidade real, no mundo louco em que vivemos, de que as duas pessoas, que equilibrariam os pratos das balanças um do outro, estejam no mesmo momento de busca, quando se encontram? Difícil.

Pois bem, sejamos francos, ele estava com o coração aberto, pronto para receber uma nova paixão, ela estava num rolo complicado sem solução. Ele a percebeu, ela nem notou. Ele deu a entender que a queria, ela nem cogitava a dimensão que isso poderia ter e continuou a remoer possibilidades com o presente incômodo. Assim continuaram: ela infeliz, ele sozinho.
E se ele ao insistir não fosse taxado de otário, mas sim de vitorioso? Afinal, quem luta pelo amor é um vitorioso. Com o intuito que ela chegasse, em algum momento, ao mesmo estágio de abertura e enfim pudessem equilibrar suas vidas?

É disso que se trata. Deixamos de lutar pelas pessoas, pois temos medo de sofrer agudamente. Mas sofremos lentamente e de forma crônica a vida insatisfatória.
Enquanto não entendermos que o amor não será próspero e verdadeiro mutuamente só quando é correspondido no primeiro olhar e que insistir em que realmente queremos é perder meses, mas ganhar anos, continuará havendo tantas pessoas insatisfeitas por aí.

Contar com a sorte para equilibrar um prato da balança é a roleta russa da insatisfação. Por isso, não tenha medo! Se jogue, insista, leve nãos, faça poemas, serenatas, mande mensagens de texto, ligue, mas não desista tão fácil assim. Se é o cara certo? Não tem como saber, o mundo não dá garantias para esse tipo de coisa. Mas se você tentar incansavelmente equilibrar sua balança, o universo vai garantir a sua felicidade.

Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!

Um comentário:

  1. Inspirador! Acho que mulher ainda é que é mais prejudicada nessa história, sempre pensando no que o homem vai pensar disso, vai pensar daquilo.
    Saudade, beijão!

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