Viver uma paixão arrebatadora é uma questão de opção. Você vai discordar, argumentando que espera por isso, procura por isso e nada lhe acontece. Mas sim, é uma questão de opção. Vez ou outra, vidradas as atenções em alguém ou numa busca, não abrimos as portas para que nosso melhor reconheça o mundo e seja reconhecido. Estar aberto é se colocar para fora e não o contrário. Quando se põe nome na felicidade, os outros nomes se descartam e é assim que optamos por não vivê-la.
Há dois tipos de paixão, um em que nos encontramos acometidos por uma doença maligna, o outro é a cura. Antagônicos. Necessários. Optáveis. Na primeira opção pensamos que vamos morrer, não buscamos tratamento. Não vemos horizontes. Até a respiração dói e o outro é tudo. Na segunda, queremos viver mais, dormir menos, ver o sol, a lua, rir, estar junto, estar longe. Na segunda, não há dor, não há desencontro de sentimentos. Na segunda, são dois inseridos no mundo, respirando fundo e sentindo a vida entrar pelas narinas. A segunda é a que perdemos quando optamos pela primeira. Quando deixamos que a doença tome conta dos nossos órgãos, quando colocamos nome na nossa felicidade.
Optar pela cura é desprender-se, é amar-se, é distribuir-se. Porque, a natureza entende que o que dói deve ser excluído e o que floresce deve ser enaltecido. A luz do sol só irradia para o que germina, pois o resto, nem precisa dela. Então, olhe em volta na sua vida, veja o que está iluminado. Perceba quão sã é a sua opção e sem medo, selecione o que quer viver. Você tem o poder de ser feliz e irradiar isso, é só se priorizar, é só se deixar curar.
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