Tolo e em tolices te debruças,
Pintando corações onde há fuligem,
Crendo em arco-íris furta-cor
Descabelado e rendido.
Essa mania de acreditar
De tentar eternizar
Esse jeito infantil de suspirar
E crer, e perseguir, e exaltar
Porque tudo em ti é amor
Amor gratuito, de semear
Inconsequente, desnudo
Intransigente.
E essa inocência que te admiro
Que ames sabendo e sem querer saber
A ignorância pescadora de felicidade
Viver intenso do que vazio morrer.
Guilene Leonardi
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