Cada estação uma novidade
E em teu pulmão um novo suspiro
Porque não procuras a eternidade
Mas toda a diversidade do finito
A tua boca cínica
Proferindo desejos hipócritas
E as inocências confortáveis
Dos homens que te amaram
Selvas incólumes nas tuas cavidades
Átrio e ventrículo intactos, inabitados.
As posses todas articuladas pela endorfina
Motivadas logo abaixo do umbigo e acima do ego
Se eu fosse juiz da tua insaciabilidade,
Cortaria as cordas dos teus amores fúteis,
Arrancaria tuas promessas sinceras,
As mentiras dilacerantes das tuas mãos fogosas.
Guilene Leonardi
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