sexta-feira, 12 de abril de 2013

Hiato


Cada estação uma novidade
E em teu pulmão um novo suspiro
Porque não procuras a eternidade
Mas toda a diversidade do finito

A tua boca cínica
Proferindo desejos hipócritas
E as inocências confortáveis
Dos homens que te amaram

Selvas incólumes nas tuas cavidades
Átrio e ventrículo intactos, inabitados.
As posses todas articuladas pela endorfina
Motivadas logo abaixo do umbigo e acima do ego

Se eu fosse juiz da tua insaciabilidade,
Cortaria as cordas dos teus amores fúteis,
Arrancaria tuas promessas sinceras,
As mentiras dilacerantes das tuas mãos fogosas.


Guilene Leonardi

*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!

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