Transborda e inunda a rua
A tua língua cheia de promessas
Em cada passo, a tua ginga macia
Animal, carnal, desconcertante.
Vem! Vem em minha direção!
Sopra ao meu ouvido imaginações quentes.
Sorrio de olhos infinitos
Feito bicho, no calor, ao vento.
Como atmosfera densa no asfalto
A tua pele lasciva e fascinante
Algoz, pueril, tortura-me!
Entre lábios, orelhas, pescoço e dentes.
E eu, carrasco de mim,
A esmo dos teus abismos,
Viro o sangue das tuas veias
A perseguir tua carne faminta.
Guilene Leonardi
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