Dentre as prioridades da vida de uma mulher do século XXI estão o trabalho, a vida social/amorosa, a intelectualidade e o bem estar físico. As mulheres não elencam mais o casamento e a maternidade como prioridades em suas vidas. Tanto que hoje você tem menos sobrinhos, filhos de suas amigas, que se vocês tivessem essa idade há 20 ou 30 anos.
Acontece que a maternidade se descola do racional quando a mulher se aproxima da idade fatídica dos 30 anos. Sim, meninas, a natureza ainda fala, mesmo com toda a evolução da humanidade. O relógio biológico não é um conto de fadas. Ele existe e te faz engolir todas as teorias anti-bebês que você elaborou por toda a vida. Mas as mais atinadas já perceberam que o cálculo do arrumar um amor em um ano, mais dois de namoro, um de noivado, dois de casamento e voilá: filhos, não existe mais. Esse tempo todo de matemática foi para o beleléu quando você ignorou que iria passar sua genética adiante. Daí foi pega de surpresa e com as fraldas nas mãos, sem saber exatamente o que fazer com essa desesperada vontade irracional de ser mãe.
Não dá para entender? Dá sim. Seja realista. Natureza é uma coisa difícil de fugir, ou mesmo impossível. Então, mostre que é esperta e planeje. Se você tem até 34, ainda dá tempo de trabalhar isso na cabeça e organizar a vida. Porque, querida, você vai querer.
Vai querer olhar a barriga no espelho, sentir uma vida nova se formando dentro de você. Vai falar com ele, mesmo sem saber se é ele ou ela. Vai abandonar qualquer prioridade. Vai perder noites indo do seu quarto para o dele só para ver se ele ainda está respirando. Vai sentir que um pedaço seu vive sem você, é independente e tem personalidade própria, mas que você não imaginaria viver sem ele. Vai sentir felicidade e tristeza na hora do parto e quando crescer. Pois, é legal vê-lo ganhar o mundo, mas algo dentro de você vai sempre querer que ele volte a ser bebê, volte para a sua barriga. O mais irônico é que você vai amar querer tudo isso, independente de qualquer coisa.
E nunca mais será a mesma. Vai ser estranho, vai dar um pouco de medo no início. Mas depois você vai ganhar uma espécie de injeção de força que não perde o efeito nunca. Vai defender seus filhos até de você mesma. A comparação das mães com as leoas não é à toa. São mesmo. Merecem. E tem um abismo absurdo entre a mulher antes de ser mãe e depois. De meninas mimadas a admiráveis guerreiras. Sendo assim, entregue-se a melhor coisa que pode acontecer na sua vida, ser mãe.
Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!
Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!
Não tenho palavras para descrever como esse texto mexeu comigo. Sabendo que a autora Guilene Leonardi ainda não é mãe...conseguiu encontrar inspiração como se fosse...o resultado foi um choro emocionado, de uma mãe que baba pela sua cria...No meu caso não foi o relógio biológico que apontou a hora...mas sim o meu grande desejo de me tornar mãe, de poder instruir, educar, brincar, conversar, desenhar, enfim...participar da vida de um ser tão especial que é um filho.
ResponderExcluirSe fosse possível "financeiramente" eu teria mais uns 10.
Muito bom mesmo!!! Pior q é bem assim mesmo...
ResponderExcluirÉ um sentimento incomparável!
Quando se é mãe a gente aprende o verdadeiro significado da palavra amor...
Ocomentario da Jessica era o q eu dizer, como conseguiu explicar o sentmento de mae, sem ser?.
ResponderExcluirOtimo...sogra