Todos os dias, todos os minutos, alguém em algum lugar está quebrando o acordo de fidelidade com outro alguém. Está mais do que escrachado na cara da sociedade, que esse “valor” estipulado como meta nos relacionamentos, cai por terra de largada. Quantos casais você conhece que de fato foram fiéis um ao outro durante o relacionamento inteiro? Daí vamos entrar na discussão do que é traição e do que não é. Vou estabelecer um ponto de partida: envolveu flerte com outra pessoa, é traição, independente do contato físico ou não.
Então, se é uma meta fadada ao fracasso, já de largada, como pode ser o determinante rígido para por fim a uma relação? Se você pudesse colocar na balança os tipos de envolvimentos, pesaria mais aquele com as quais uma pessoa escolhe viver e dividir o diário ou aquele furtivo por um final de semana, sem valor posterior? Funciona mais ou menos assim. Um vence o outro, mas pelas regras em que vivemos de conduta, o que pesa menos na balança, geralmente vence. Fato absolutamente incongruente.
Daí então, temos duas pessoas que se amam separadas por um caso desimportante e ocasional. Isso é muito triste. Uma mulher perdoa o marido por contar seu maior segredo aos amigos, mas não o perdoa por uma mensagem estranha de uma suposta amiga no celular. O namorado não admite aquela amizade dela, mas ela ter sido mal educada com a mãe dele está perdoada. Perdoa todas as vezes que ele bebeu e bateu nela, mas a pulada de cerca, via internet, nem pensar. Desculpa a falta de parceria dela, e todas as vezes que falou mal dele para as amigas, mas jamais vai desculpar a escapadela inconseqüente com o colega de academia.
Dói saber que o outro teve interesse por alguém? Dói. Mas será que essas outras mazelas do comportamento humano não deveriam doer mais e serem mais determinantes ao fim de um relacionamento que a suposta traição? É preciso repensar o que de fato é importante, fidelidade ou lealdade.
Não estou concordando com os que levam vidas duplas de mentiras e enganações. Apenas apontando para essa mazela comportamental dos casais, não saber pesar de fato as problemáticas do dia-a-dia. Fidelidade não tem a ver com traição. Traição é não ser leal, é ser mau, é enganar, é usurpar, é tripudiar e tantas outras coisas que vemos serem perdoadas com mais facilidade que uma pulada de cerca.
Afinal de contas, ser humano nenhum pode garantir que nunca vai estar fragilizado num momento qualquer da vida, que não possa vir a cair na tentação do inusitado. Até porque, somos sedentos por novidades. Errado ou certo. Não posso avaliar. Mas não julgue de antemão, nem predetermine a sentença da guilhotina, pois o pescoço pode ser o seu.
Guilene Leonardi
*Se gostou, compartilhe, reproduza. Só não esqueça que a produção intelectual é de propriedade privada, então, credite a autoria dos textos. Obrigada!
Guilene Leonardi
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Assunto bombástico mesmo. Realmente somos assim mesmo, aceitamos encontros atrasados, aceitamos uma ofensa de nossos familiares, aceitamos ouvir sobre nossos defeitos...Agora, quando o assunto é pulada de cerca a gente PIRA! Bom, aí fica a minha opinião...enquanto eu não descobrir ou nem desconfiar eu vou "acreditando" que os chifres não foram aplicados...mas, se eu souber...D.E.F.I.N.I.T.I.V.A.M.E.N.T.E...É...P.O.N.T.O...F.I.N.A.L.
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